ATENÇÃO COM À SAÚDE MENTAL DOS IDOSOS DURANTE A QUARENTENA

A psicóloga Vivian Glauche Jaroszewski, autoridade em psicologia hospitalar e saúde coletiva, trabalha no Centro de Referência do Idoso de Canoas e fala sobre o distanciamento social. Com a pandemia o distanciamento social se tornou a principal medida adotada para frear a disseminação da doença, mas tal ação, pode ser prejudicial à saúde mental dos idosos se não for conduzido de forma correta por familiares e cuidadores. Ressalta-se que, para quem sofre de transtorno mental, como a depressão, a falta da interação com outras pessoas exige cuidados redobrados, já que muitos idosos, principalmente os que apresentam algum quadro demencial, fiquem mais irritados e ansiosos.

Neste caso é necessário que os familiares que dividem o lar com os mais velhinhos, produza a releitura da realidade com explicações de que permanecer em casa é para o próprio bem deles, não um castigo. Oferecer ao idoso sempre que possível atividades prazerosas com música, dança, contação de histórias geram momentos de descontração e troca de experiências.

Sempre que possível, faça uso de ferramentas tecnológicas, como videochamadas, e os trate com atenção e carinho, isto fará toda a diferença, para o equilíbrio emocional dos idosos que não moram com o restante da família.

Evite deixar os idosos plantado na frente da televisão o dia inteiro, consumindo notícias alarmantes, o ideal é que a informação seja passada por um familiar, explique como se contrai o vírus, a importância do uso da máscara, o quanto o álcool gel ajuda a proteger da doença. Os cuidados que já adotamos de segurança e higienização devem ser passados de forma clara e transparente.

Lembre-se é importante que cuidadores e familiares se atentem ao primeiro sinal de tristeza, desânimo, pensamentos negativos e desesperanças.  É fundamental ficar atento com falas do tipo “estou cansado de viver” ou “estou aqui só para incomodar” e que levem a sério o comportamento, já que as vezes, os idosos não querem demonstrar fragilidade e escondem o sentimento de que só estão causando transtorno ao restante da família.

E sempre que necessária, a procura por ajuda especializada é altamente recomendada. Aos idosos que são sozinhos e sofrem de privação afetiva ou desejo de tirar a própria vida, é sugerido que procurem o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de sua região ou liguem gratuitamente para o número 188 (Centro de Valorização da Vida).

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Jandir Lautert

Editor Chefe Especialista em reconhecimento pessoal e empresarial, no Sul do país e Mercosul, em eventos sociais e empresariais e premiações importantes SÌMBOLO produções

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